quarta-feira, 26 de junho de 2013

Ribau pede vitória para chegar à maioria na Câmara


Ribau Esteves pediu "uma grande vitória" que permita à coligação PSD-CDS-PPM  "governar com a coesão absolutamente essencial para trabalhar" (c/áudio).

O discurso de apresentação pública da candidatura "Aliança com Aveiro" realizado este domingo ao final da tarde juntou cerca de 500 pessoas na praça da República, frente aos Paços de Concelho [fotos nas galerias relacionadas].

"Não nos quisemos esconder num pequeno ginásio de escola", ironizou, numa indireta ao PS, que apresentou Eduardo Feio no antigo liceu.

Já o primeiro reparo à atual gestão da Câmara, liderada por Élio Maia, preterido pela coligação alegadamente por ter recusado a recandidatura quando foi abordado, e que ainda não desvendou se irá concorrer em lista independente, demorou cinco minutos. O edil de Ílhavo pôs o dedo numa das maiores feridas abertas no mandato ainda em curso, quando dois vereadores da direita entraram em conflito com a presidência.

Promete "uma equipa com níveis de coesão infalíveis, porque estamos cansados de gente que se zanga a gerir a causa pública; dispensamos quem queira tratar da sua personalidade e dos seus interesses".

As freguesias mais distantes da sede do concelho mereceram a primeira referência. "Acabará S. Jacinto onde se vai de vez em quando" e "Nariz deixará de ser amparada por Palhaça ou Bustos, por estar tão esquecida".

Dar a Aveiro a liderança da região
O cabeça-de-lista aprofundou os chamados "pilares" da sua candidatura que tem vindo a defender nos contactos pelo concelho.

Antes de tudo, "pôr a Câmara a funcionar em condições, cortando as muitas gorduras, replanificando a dívida". Deixou uma palavra de "tranquilidade" aos funcionários que irá convocar no primeiro dia pedindo-lhes "para serem bons profissionais".

Quer "cuidar bem de tudo" no espaço público, "não só dos buracos". Nas acessibilidades, compromete-se "a construir de uma vez por todas" a rotunda do Botafogo, em Aradas, a da Universidade, junto ao ISCA, a resolver "o caótico" trânsito de Cacia ou o "fatídico" cruzamento de Mamodeiro.

Cuidar de ter transportes "fidedignos" para S. Jacinto, que não dependam de salários em dia ou do motor das lanchas.

O candidato não alinha por quem diz que o próximo mandato "não é para empreitadas". "Errado, há muita obra para fazer", disse, lembrando que ainda há crianças "sem escolas em condições". Consigo a Câmara passará "a liderar" as políticas da educação e da ação social.

Ribau Esteves diz que é o único dos candidatos conhecidos e dos que podem concorrer que "se propõe e tem condições" para dar a liderança da comunidade intermunicipal ao município de Aveiro para "tirar todo o proveito, conquistar mais investimento público, comunitário, privado; sermos mais fortes politicamente".

"Não ser um corpo pesado, alguém que vai sempre atrás, mas que é o primeiro e principal motor", vincou.
Para o candidato, a Câmara tem de ser mais ativa com os seus parceiros e deixou um reparo concreto. "Em 40 anos nunca soube ser parceira da sua Universidade. Vamos trabalhar em equipa e estar presentes nos dias de festa e dificuldade", acusando a edilidade de ser "uma entidade ausente" dos meios académicos locais.

Contra a taxa turística 

O autarca ilhavense não aceita que para chegar a Aveiro seja necessário pagar portagens "em tudo quanto é auto-estrada" e ainda "pagar taxa para dormir nos hotéis e estacionamento em cada um dos cantos" da cidade. "Isto não é uma terra simpática".
Do passado na Câmara vizinha espera que possa ajudar a convencer os eleitores. "Não vamos replicar Ílhavo para Aveiro, Ílhavo é o meu testemunho de trabalho", referiu.
Ribau promete aceitar "a herança sem fazer julgamentos de passado" e acredta poder fazer "muito mais e melhor" se for eleito. "Nós não pertencemos ao grupo dos que fogem à primeira derrota ou se escondem no gabinete, mas dos que participam todos os dias na vida das nossas gentes".
As listas da coligação, segundo o cabeça-de-lista à Câmara, estão em formação e os protagonistas das Juntas praticamente escolhidos. A meio de Julho serão apresentados os candidatos.

Este domingo, Ribau Esteves teve ao seu lado alguns nomes que têm sido apontados como candidatos: Nogueira de Leite (mesa da Assembleia Municipal) e Jorge Campino (número dois para a Câmara). Na primeira fila viram-se outras figuras, como Armando Vieira (Junta de Oliveirinha) e Maria João Moreto (até há pouco tempo chefe de gabinete de Élio Maia). Manuel Assunção, reitor da Universidade, também compareceu.

quinta-feira, 20 de junho de 2013

COMUNICADO JSD: Resposta a Mário Nogueira

Resposta às declarações de Mário Nogueira

A JSD vem a público expressar a sua indignação perante as declarações insultuosas do dirigente sindical Mário Nogueira.

A JSD vem a público expressar a sua indignação perante as declarações insultuosas do dirigente sindical Mário Nogueira. Não sendo merecedor de resposta, pelo baixo nível das considerações que teceu, merece aquele dirigente sindical uma lição. Uma lição que ensine o respeito pela pluralidade de opiniões e pela liberdade de acção e expressão, o que claramente está em falta no sindicalista, mas que não pode ser admitida no (outrora) professor.

Estranha muito a JSD que o sindicalista Mário Nogueira, em face de uma pretensão tão singela quanto aquela formulada na questão que os deputados da JSD endereçaram ao Ministério da Educação e Ciência – e que era, recorde-se, a de saber quanto custam ao erário público os sindicatos dos professores -, tenha perdido a cabeça e a razão, optando por usar do insulto e da mais baixa e indigente retórica argumentativa.

Esquece-se o dirigente sindical Mário Nogueira que a democracia se compõe do livre exercício da consciência crítica e que o mandato dos deputados merece apenas a sindicância do povo português?

Desconhece Mário Nogueira que é prerrogativa, para não dizer mesmo dever de ofício, de um deputado escrutinar todas as verbas gastas pelo Estado?

A JSD ignora as razões que levaram a uma tão descontrolada e indigna reacção por parte de um dirigente sindical que, mal-grado o seu longo afastamento das lides lectivas, deveria promover uma outra forma de estar e agir.

A JSD solidariza-se com o Senhor Ministro da Educação pois, se a atitude de Mário Nogueira para com uma inofensiva pergunta da JSD teve o condão de espoletar uma tal reacção, só podemos imaginar o conteúdo e forma das intervenções do dirigente sindical no contexto das negociações entre o Ministério e a FENPROF.

Finalmente, cumpre repudiar o paternalismo bacoco e a desconsideração institucional que o dirigente sindical Mário Nogueira ensaiou e que, à laia de um desajeitado uso da mais deplorável retórica política, quis fazer passar por comentário de resposta. Onde faltam argumentos, sobram os insultos e  Mário Nogueira fez jus a esta velha máxima, denegrindo não os alvos, mas a sua pessoa e, por arrasto, a instituição que representa.

Fique, para todos os efeitos, o dirigente sindical Mário Nogueira a saber que  há, entre os mais de 50 mil militantes da JSD, muitos que têm mais anos de trabalho na carreira que escolheram do que o ex-Professor Mário Nogueira alguma vez terá na sua, agora que a mesma se aproxima do ocaso.

Quanto à inaceitável insinuação de que os jovens da JSD se formaram com base em ideias ou manuais de origem salazarista, menção verdadeiramente indesculpável e reveladora da personalidade de quem a profere, a JSD dispensa-se de repudiar o óbvio, garantindo que não foram livros de Salazar, nem de Lenine, ou Estaline que formaram a identidade e o espírito crítico dos seus membros. “Foram antes os professores dedicados que puseram a sua função ao serviço da comunidade, que leccionaram toda uma vida e que fizeram questão de nos dizer para não temermos os “Mários Nogueiras” desta vida, que nos ensinaram a não estranhar ouvir dos mais velhos as mais velhas frases feitas e lugares comuns e que nos desafiaram a romper com formas de estar e de ser paternalistas e sobranceiras, que de democrático não carregam mais do que as letras que formam aquela palavra”, declarou Hugo Soares, líder da JSD.

O presidente da estrutura reafirmou a vontade de esclarecer o objecto das perguntas efectuadas ao Ministério da Educação, ressalvando não ser este um ataque a quem quer que seja, mas apenas uma legítima e normal questão, à qual espera uma resposta com idêntica normalidade.

Hugo Soares aproveitou para relembrar que a JSD conta, nas suas fileiras com inúmeros professores. Jovens esses que Mário Nogueira insultou de forma indesculpável. Jovens que escolheram esta carreira não em busca de promoções automáticas, mas em busca de serem, eles próprios, exemplos de competência e entrega aos seus alunos, merecendo, no mínimo a retratação pública daquele dirigente sindical que é, por defeito, seu colega.

Estará na altura, porventura, de Mário Nogueira voltar ao banco de escola e reaprender, com esses professores, militantes da JSD, a importância do respeito e da elevação no debate público. Até lá a JSD afirma a sua total indisponibilidade para contribuir para a promoção mediática de uma figura que não lhe merece qualquer credibilidade e de quem não pode, como está mais do que claro, aprender o que quer que seja.

Ribau Esteves apresenta candidatura domingo

A apresentação pública da candidatura de Ribau Esteves à Câmara Municipal de Aveiro (CMA) realiza-se este domingo, pelas 18 horas na Praça da República da cidade.

A JSD Aveiro deixa aqui o "flyer" da candidatura.